Quando o relacionamento começa a acabar

Quando um casal rompe, muitas vezes ficamos chocados, procuramos entender o porquê de um término tão repentino. Mas o que não sabemos – ou sabemos, mas não paramos para analisar – é que um relacionamento começa a acabar muito antes do que se pensa. Ele vai, na maioria dos casos, acabando aos poucos.

São pequenas coisas, que às vezes parecem irrelevantes ou pouco significantes na hora, que vão “matando” a relação. Pequenas coisas, acumuladas, viram grandes coisas. Aí, inevitavelmente, basta “uma gota d’água para um copo cheio transbordar.”

Por isso que relacionamentos desgastados, mas que não terminam numa “grande” briga, são bem menos passíveis de serem reatados do que aqueles que são rompidos num momento de muita raiva. Porque a raiva passa. Já aquela relação que foi acabando aos poucos… bem, para esta, pouco ou nada sobra para ser resgatado.

Nesse sentido, eu insisto em falar das pequenas coisas. Essas, que fazem toda a diferença. Porque um relacionamento começa a acabar, no momento em que o “eu” passa a se sobrepor ao “nós”. A relação começa a morrer quando a paciência acaba por qualquer motivo, e dá lugar às brigas desnecessárias.

O relacionamento vai perdendo força na mesma proporção em que vai desaparecendo o respeito. O fim se aproxima quando aqueles cuidados, o carinho, a gentileza, a vontade de surpreender – tão presentes e marcantes na fase da conquista – são substituídos pela falta de companheirismo, pela desatenção, pela preguiça, pelo comodismo. O que acaba com uma relação não é uma briga, é o afastamento lento, porém gradual, do casal. São as discussões sem sentido, reiteradas.

A rotina começa a matar o relacionamento quando atividades que eram para ser prazerosas começam a ser feitas por obrigação – ou quando simplesmente desaparecem. Quando problemas pequenos tomam proporções descabidas e começam a parecer bem maiores que o amor em si. Quando o diálogo perde espaço para a indiferença, atenção: o fim está próximo.

Fiquemos atentos! O amor, sozinho, não sustenta uma relação, e sequer resiste ao egoísmo, ao descaso diário, ao desleixo, à frieza.

Portanto, defendo: não mate seu relacionamento aos poucos. Não deixe a convivência aplacar o entusiasmo; a intimidade destruir a paixão. Use o tempo e o maior conhecimento do outro a seu favor. Não despreze os pequenos gestos, pois são as pequenas atitudes que fazem toda a diferença. Não espere sua relação desmoronar (ainda que lentamente, ainda que não pareça uma avalanche!), para tentar reconstrui-la.

Lembre-se de que o relacionamento é feito do dia-a-dia, e não de grandes eventos. Dê mais atenção aos detalhes. O segredo da felicidade está na simplicidade! É minha pequena (e humilde) opinião.

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