Archive for the ‘Mensagens’ Category

No amor nada é extato

Nosso maior engano é imaginar que as pessoas que mais amamos jamais nos farão sofrer.

Eventualmente, acontece. E, se não esperarmos o melhor delas, qual sentido de insistirmos nesse amor?

Se não aprendemos a perdoar os erros de quem amamos, como poderemos esperar perdão para nossos erros?

Uma história de amor pode sair ainda mais fortalecida quando percebemos que o sofrimento não é em vão.

E a mágoa não dói apenas para quem sente. Dói também em quem provoca. E os dois aprendem com isso.

Outro grande erro é pensar que quando nos envolvemos tudo tem a obrigação de ser perfeito o tempo todo.

Não é bem assim. Só o tempo nos mostrará que alguém pode ser muito especial, apesar de todos os seus defeitos.

Pode ter a grande virtude de aceitar e até se apaixonar pelas nossas imperfeições.

Sempre é possível e necessário ceder. Exigimos demais, reduzimos muito as possibilidades de sermos felizes no amor.

Harmonizando defeitos e qualidades, seremos capazes de construir uma linda história. Tão perfeita que não terá fim.

Talvez o nosso maior defeito seja essa tentativa de comparar os sentimentos. Como se o amor pudesse ser medido. Como se fosse possível usar os nossos pesos e as medidas alheias para chegarmos a um resultado exato.

Nada é exato no amor. Tudo aquilo que sobra é o que faz mal a relação, como o ciúme, a possessividade, a insegurança…

O que falta é confiança, a certeza de que queremos sempre o melhor para a nossa vida e que devemos buscar sempre a felicidade.

Não se engane. É possível que alguém tenha todos os defeitos. É provável que já tenha causado o nosso sofrimento muitas vezes. Mas é o amor que faz com que permaneçamos juntos.

Bobagens Sentimentais

Aqueles que não são muito românticos pensam que as canções de amor não são nada mais do que isso. Mas há aqueles que acreditam que elas são como segredos revelados em poesias.

Quando ouvem a palavra saudade numa canção, se ainda não sentem, são capazes de inventá-las. Se a canção fala sobre as dores do amor, esta se unem ao sofrimento de quem canta.

Eu estou entre essas pessoas para quem as canções de amor na verdade dizem tudo. Dizem exatamente o que eu sinto e muitas vezes não sei como expressar.

Elas me fazem sonhar com os amores que nunca vivi, mas acredito que devem existir.

Quem escreve as canções de amor não necessariamente viveu todas aquelas experiências.

Quem escreve as canções de amor poderia não ter sobrevivido a todas as histórias que conta.

Quem escreve as canções de amor são pessoas como eu e você, que precisa sentir e compartilhar o amor.

Talvez seja preciso acreditar nessas canções para podermos viver um grande amor. Se elas são apenas imaginação de alguém, não custa nada imaginarmos também.

As pessoas que não acreditam têm todo o direito de achar que são grandes bobagens sentimentais.

Pelo menos até alguém despertar nelas um sentimento muito parecido com a mais tola canção de amor.

Nesse momento, perceberão que não é tolice. E se surpreenderão cantando. E começarão a sonhar…

O amor não acaba, nós é que mudamos

Um homem e uma mulher vivem uma intensa relação de amor, e depois de alguns anos se separam, cada um vai em busca do próprio caminho, saem do raio de visão um do outro. Que fim levou aquele sentimento? O amor realmente acaba?

O que acaba são algumas de nossas expectativas e desejos, que são subtituídos por outros no decorrer da vida. As pessoas não mudam na sua essência, mas mudam muito de sonhos, mudam de pontos de vista e de necessidades, principalmente de necessidades. O amor costuma ser amoldado à nossa carência de envolvimento afetivo, porém essa carência não é estática, ela se modifica à medida que vamos tendo novas experiências, à medida que vamos aprendendo com as dores, com os remorsos e com nossos erros todos. O amor se mantém o mesmo apenas para aqueles que se mantém os mesmos.

Se nada muda dentro de você, o amor que você sente, ou que você sofre, também não muda. Amores eternos só existem para dois grupos de pessoas. O primeiro é formado por aqueles que se recusam a experimentar a vida, para aqueles que não querem investigar mais nada sobre si mesmo, estão contentes com o que estabeleceram como verdade numa determinada época e seguem com esta verdade até os 120 anos. O outro grupo é o dos sortudos: aqueles que amam alguém, e mesmo tendo evoluído com o tempo, descobrem que o parceiro também evoluiu, e essa evolução se deu com a mesma intensidade e seguiu na mesma direção. Sendo assim, conseguem renovar o amor, pois a renovação particular de cada um foi tão parecida que não gerou conflito.

O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.

Não acredito em Alma Gêmea

 

Tenho observado que as pessoas acreditam e apostam cada vez menos nos seus relacionamentos.

Há menos paciência, menos cumplicidade, menos compreensão, menos respeito e, por que não dizer: menos amor!
Talvez pela velocidade com que tudo acontece, também seja mais fácil não sentir falta, não sentir saudade.
E muitos devem acreditar no argumento de que a pessoa que não a aceitou como ela é, não a compreendeu, não era ainda a sua “Alma Gêmea”.
Ou seja, é mais fácil culpar aqueles que não aceitam nossos erros e tentar encontrar alguém que se submeta a eles, do que dar a grande demostração de amor que é mudar por quem amamos.
Não digo mudar por fraqueza de caráter ou falta de personalidade, mas aceitar o fato de que todas e qualquer forma de convivência exige de nós uma série de renúncias.
E no amor não é diferente. Não dá pra acreditar que tudo é simples como nos contos de fadas dos livros ou dos filmes.
Os próprios atores e atrizes que interpretam as histórias de amor onde tudo é perfeito, na vida real provavelmente já estão no quarto ou quinto casamento…
E aqueles que acreditam em alma gêmea, cara-metade, carne e unha, acabam desistindo de pessoas maravilhosas muito antes do amor amadurecer.
E o que faz o amor amadurecer são as diferenças, as incompatibilidades, as arestas que o tempo vai aparando e nos transformando em pessoas melhores.
Não deixe de viver uma linda história de amor, com seus altos e baixos, idas e voltas, brigas e voltas, pensando que com sua alma gêmea seria tudo diferente.
Cresça junto com a pessoas que você acredita que é verdadeiramente especial, viva a sua relação de corpo e alma.
Dê sempre o melhor de si, descubra o que há de melhor em quem você ama e receba aquilo que essa pessoa pode lhe dar de melhor.
Eu não acredito em alma gêmea e jamais perderia tempo procurando por alguém que só soubesse dizer “sim” para tudo.
Na verdade, eu acredito em anjos. Especialmente naqueles em forma de pessoas, que Deus coloca em nossas vidas e nos fazem descobrir o melhor que podemos ser…

Dance como se ninguém estivesse olhando

Nós nos convencemos que a vida ficará melhor algum dia, quando nos casarmos, quando tivermos um filho e, depois, outro. Então, ficamos frustrados porque nossos filhos não tem idade suficiente e seria muito melhor se tivessem…

Depois, nos frustramos porque temos filhos adolescentes e temos de lidar com eles. Certamente seremos mais felizes quando nossos filhos tiverem ultrapassado essa fase.

Dizemos que nossa vida só será completa quando nosso cônjuge conseguir o que busca, quando tivermos comprado um carro melhor, ou tivermos condições de fazer uma viagem longa, quando tivermos nos aposentado.

A verdade é que não há melhor época para ser feliz do que agora mesmo. Se não, quando? Sua vida será sempre cheia de desafios. Melhor admitir isto para você mesmo e decidir ser feliz de qualquer modo.
Uma das minhas frases favoritas é de Alfred D.Souza, quando diz: “Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade. Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver – um trabalho não terminado, uma conta a ser paga. Aí sim, a vida de verdade começaria. Por fim, cheguei à conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.”
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A FELICIDADE É O CAMINHO.
Assim, aproveite todos os momentos que você tem.

E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.

Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade;
Até que você volte para a faculdade;
Até que você perca 5 quilos; até que você ganhe 5 quilos;
Até que você tenha tido filhos; até que seus filhos tenham saído de casa;
Até que você se case; até que você se divorcie;
Até sexta feira à noite; até segunda de manhã;
Até que você tenha comprado um carro ou uma casa novos;
Até que o carro ou a casa tenham sido pagos;
Até o próximo verão, primavera, outono, inverno;
Até que você esteja aposentado;
Até que sua música toque;
Até que você tenha terminado seu drink;
Até que você esteja sóbrio de novo;
Até que você morra e decida que não há hora melhor para ser feliz do que AGORA MESMO….

Felicidade é uma viagem, não um destino.
Por isso…

“Trabalhe como se você não precisasse de dinheiro;
Ame como se você nunca tivesse se machucado;
E dance como se ninguém estivesse olhando!”

O dinheiro e a felicidade

O dinheiro pode nos dar conforto e segurança, mas ele não compra uma vida feliz.

O dinheiro compra a cama, mas não o descanso.

Compra bajuladores mas não amigos.

Compra presentes para sua mulher,mas não o seu Amor.

Compra o bilhete da festa, mas não a sua alegria.

Paga a mensalidade da escola mas não produz a arte de pensar.

Vc precisa conquistar aquilo que o dinheiro não compra.

Caso contrário será um miserável, ainda que seja um milionário.

Tempo de amolar o machado

 

Conta-se que um jovem lenhador ficara impressionado com a eficácia e rapidez com que um velho e experiente lenhador da região onde morava, cortava e empilhava madeiras das árvores que cortava.

O jovem o admirava, e o seu desejo permanente era de, um dia, tornar-se tão bom, senão melhor, que aquele homem, no ofício de cortar madeira.

Certo dia, o rapaz resolveu procurar o velho lenhador, no propósito de aprender com quem mais sabia.

Enfim ele poderia tornar-se o melhor lenhador que aquela cidade já tinha ouvido falar.

Passados apenas alguns dias daquele aprendizado, o jovem resolvera que já sabia tudo, e que aquele senhor não era tão bom assim quanto falavam.

Impetuoso, afrontou o velho lenhador, desafiando-o para uma disputa: em um dia de trabalho, quem cortaria mais árvores.

O experiente lenhador aceitou, sabendo que seria uma oportunidade para dar uma lição ao jovem arrogante.

Lá se foram os dois decidir quem seria o melhor.

De um lado, o jovem, forte, robusto e incansável, mantinha-se firme, cortando as suas árvores sem parar.

Do outro, o velho lenhador, desenvolvendo o seu trabalho, silencioso, tranqüilo, também firme e sem demonstrar nenhum cansaço.

Num dado momento, o jovem olhou para trás a fim de ver como estava o velho lenhador, e qual não foi a sua surpresa, ao vê-lo sentado.

O jovem sorriu e pensou: Além de velho e cansado, está ficando tolo. Por acaso não sabe ele que estamos numa disputa?

Assim, ele prosseguiu cortando lenha sem parar, sem descansar um minuto.

Ao final do tempo estabelecido, encontraram-se os dois, e os representantes da comissão julgadora foram efetuar a contagem e medição.

Para a admiração de todos, foi constatado que o velho havia cortado quase duas vezes mais árvores que o jovem desafiante.

Este, espantado e irritado, ao mesmo tempo, indagou-lhe qual o segredo para cortar tantas árvores, se, uma ou duas vezes que parara para olhar, o vira sentado e tranqüilo.

Ele, ao contrário, não havia parado ou descansado nenhuma vez.

O velho, sabiamente, lhe respondeu:

Todas as vezes que você me via assentado, eu não estava simplesmente parado, descansando. Eu estava amolando o meu machado!

Reflitamos sobre o ensino trazido pelo conto.

Obviamente, com um machado mais afiado, o poder de corte do velho lenhador era muito superior ao do jovem.

Este, embora mais vigoroso na força, certamente não percebeu que, com o tempo, seu machado perdia o fio, e com isso perdia a eficácia.

Quando chegamos em determinadas épocas de nossas vidas, como o fim de mais um ano de trabalho, de esforço, de empreendimento, esta lição pode ser muito bem aplicada.

É tempo de amolar o machado!

Embora achemos que não possamos parar, que tempo é dinheiro, que vamos ficar para trás, perceberemos, na prática, que se não pararmos para amolar o machado, de tempos em tempos, não conseguiremos êxito.

Amolar o machado não é apenas descansar o corpo, é também refletir, avaliar, limpar a mente e reorganizar o nosso íntimo.

Amolar o machado é raciocinar, usar da inteligência para descobrir se estamos usando nossas forças da melhor forma possível.

Assim, guardemos algum tempo para essas práticas realmente necessárias, e veremos, mais tarde, que nosso machado poderá cortar as árvores com muito mais eficiência.